José Maria de Abreu completa 108 anos de nascimento

José Maria de Abreu nasceu em Jacareí no dia 7 de fevereiro de 1911, aprendeu a tocar vários instrumentos, principalmente o piano, por influência dos pais, o maestro Juvenal Roberto de Abreu e Leopoldina de Souza Abreu, que também era pianista. Tinha dois irmãos: João Maria, grande pianista em São Paulo, falecido em 1985; e Jesus Maria, que não seguiu a carreira artística e faleceu em 2011.

Em 1917, sua família deixou Jacareí. Após um período na capital paulista, mudou-se para a cidade de Itapetininga onde aos 11 anos de idade já tocava na banda da escola, compondo sua primeira música, o “Hino do Grupo Escolar”. Aos 15 anos, musicava pequenos teatros de revista que percorriam o interior paulista, inclusive uma música para Francisco Alves em 1927. Em 1931, em São Paulo, empregou-se como pianista em diversas casas noturnas.

Além disso, passou a reger a orquestra do Teatro Boa Vista e acompanhar, ao piano, alguns artistas da Gravadora Colúmbia. Em 1932, compôs o hino da Revolução Constitucionalista, chamado “Vencer ou Morrer”.
Em 1933, deu o grande passo de sua vida artística, mudando-se para o Rio de Janeiro. Logo de cara venceu o concurso de músicas juninas promovido pelo jornal “A Noite” com a música “Promessa” em parceria com Ary Kenner.

Durante um longo período, foi maestro e pianista da Rádio Mayrink Veiga e também da Rádio Clube do Brasil (depois Rádio Mundial, atual CBN – Central Brasileira de Notícias). Apesar de José Maria de Abreu ser conhecido como “O Rei da Valsa” era um compositor eclético, compondo sambas, boleros, marchas carnavalescas e até jingles. Ao longo de sua carreira, musicou canções de Noel Rosa e Lamartine
Babo. Entretanto, merecem destaque as parcerias com Francisco Mattoso e Jair Amorim.

Em 1952, veio o grande sucesso da parceria com Jair Amorim, o samba-canção “Alguém Como Tu”, gravado por Dick Farney em 1952, tendo seis regravações em dois meses. Foi gravado tanto por artistas como Aracy de
Almeida, Orlando Silva e Carlos Galhardo, como também exerceu as direções musicais de espetáculos teatrais estrelados pela atriz Dercy Gonçalves e pela vedete Luz Del Fuego. Além disso, foi diretor da orquestra da Gravadora Continental e diretor artístico da Rádio Mundial do Rio de Janeiro. Faleceu aos 55 anos, em 11 de maio de 1966, de parada cardíaca, depois de longo período enfrentando uma insuficiência renal crônica.  Entre várias homenagens a ele prestadas, a Fundação Cultural de Jacarehy o elegeu como patrono desde 1993.

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