Museu tem acesso limitado para descupinização

Visitação está mantida somente no segundo andar nos próximos dias

Museu terá acessos limitados para visitação por causa da realização de serviços de descupinização do local – Fotos: Cristina Reis/PMJ
Museu terá acessos limitados para visitação por causa da realização de serviços de descupinização do local – Fotos: Cristina Reis/PMJ

As visitas ao Museu de Antropologia do Vale do Paraíba estarão limitadas ao segundo piso, neste mês de junho, para a realização da descupinização no local. O prazo de conclusão dependerá do andamento dos trabalhos. “Se a infestação é moderada, os trabalhos terminam em dois meses, mas se for alta, podem levar até cinco meses”, explica a museóloga Patrícia Cruz.

A museóloga destaca que, além da visitação também serão mantidas as agendas como exposições e lançamentos de livros, mas “tudo concentrado” no segundo andar. “Por enquanto, o primeiro piso estará com a movimentação permitida somente para os funcionários enquanto a descupinização é realizada”, completa.

O prédio, construído em taipa de pilão há mais de 150 anos, tem dois andares e mais um grande porão. “Começamos por baixo para impedir que o cupim avance e comprometa a parte superior do prédio”, explica o técnico da empresa SM Saneamento Ambiental, contratada para a realização do serviço, Sérgio Magno.

O cupim encontrado no Museu é o chamado Coptotermes gestroi. “É uma espécie que come tanto madeira viva quanto morta. A estrutura de taipa e madeira do prédio favorece muito este tipo de cupim”, exemplifica Magno.


Arquitetura em estilo neoclássico

Cartão postal da rua XV de Novembro, em Jacareí, o prédio, construído há 150 anos, já foi morada de coronel e escola pública até ser transformado no Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, por meio de lei municipal, em 1980.

O prédio é de estilo neoclássico com o teto em abóbada e as colunas que sustentam o hall de entrada são em madeira, que imita o mármore. A escada e o gradil são originais, feitos com rebite, num tempo em que não era utilizado o processo de soldagem.

O prédio foi construído por escravos e em 1857 passou a ser a residência da família do coronel Gomes Leitão, no auge da produção cafeeira no Vale do Paraíba. Em 1895, foi adquirido pelo Estado para sediar a escola estadual Coronel Carlos Porto.

Em 1977, iniciou o processo de tombamento do prédio para a instalação de um museu, cuja implantação foi finalizada em 1981. Mas logo foi fechado para restauração e só abriu as portas em definitivo para o público em 1992.

Uma das dependências no segundo piso mostra sem pintura e retoques a parede de taipa de pilão, técnica utilizada nas construções daquela época. Há ainda o porão – construído para ventilar a construção e também, segundo pesquisadores, servir para esconder os escravos adquiridos no tráfico negreiro.

(Rosana Antunes/PMJ)

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