MAV celebra o centenário da escritora valeparaibana Ruth Guimarães

Legenda da Foto – Ruth Guimarães e  Érico Veríssimo em Porto Alegre em 1950

O Museu de Antropologia do Vale do Paraíba celebra o centenário de nascimento da escritora Ruth Guimarães. Diante da impossibilidade comemorar presencialmente com seu público esta data especial, o MAV registra aqui sua homenagem à escritora valeparaibana. 

Ruth Guimarães, romancista, contista, cronista, jornalista e teatróloga, notabilizou-se como tradutora (do latim, francês e italiano) e pesquisadora da literatura oral no Brasil.  E por 30 anos lecionou Língua Portuguesa em escolas da rede pública de São Paulo. Ruth é uma ilustre figura de nossa história valeparaibana, nasceu em Cachoeira Paulista, em 13 de junho de 1920, ficou conhecida nacionalmente a partir de seu romance, Água Funda, obra aplaudida por intelectuais de peso como Nelson Werneck Sodré, Érico Veríssimo, Guimarães Rosa e Antonio Candido, que assina o prefácio da segunda e da terceira edições.

Pode-se dizer que Ruth Guimarães foi a primeira escritora negra a ocupar espaço nacional no cenário da literatura brasileira, vinte anos antes de Maria Carolina de Jesus. Maria Firmina dos Reis, que escreveu Úrsula, só foi descoberta para o mundo das letras no início dos anos 80.  Ruth Guimarães foi grande estudiosa da cultura popular, principalmente do folclore, e autora de diversas obras que valorizam essa vertente da nossa cultura. Seu legado se mantém vivo no imaginário regional.

Suas principais obras:

Água funda (1946)

Os Filhos do medo (1950)

Mulheres Célebres (1960)

O asno de Ouro (1963 –  tradução direta do latim)

Lendas e Fábulas do Brasil (1972)

Contos de cidadezinha (1996)

Calidoscópio, a saga de Pedro Malazartes (2006)

(Assessoria/FCJ)

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