Personalidades

José Maria de Abreu

José Maria de Abreu nasceu em 07 de fevereiro de 1911 na cidade de Jacareí e faleceu em 11 de maio de 1966, no Rio de Janeiro.
Filho do maestro Juvenal Roberto de Abreu mudou-se aos oito anos para São Paulo e aos vinte anos para o Rio de Janeiro. Lá se destacou como compositor, fazendo valsas, canções e samba-canções, chegando a gravar mais de trezentas valsas. Compôs, também, fox, sambas, músicas carnavalescas e jingles comerciais. Além de pianista e pintor, exerceu a função de maestro da Companhia de Dercy Gonçalves, no Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Musicou várias peças de revistas para outras companhias, como a Cia. de Revistas de Walter Pinto, com o espetáculo “Muié Macho Sim Sinhô”.
Expoente do gênero popular, suas músicas foram gravadas por intérpretes respeitáveis, como Francisco Alves, Orlando Silva, Carlos Gualhardo, Sylvio Caldas, Dick Farney, Elis Regina, Gal Costa, entre outros. Entre várias homenagens a ele prestadas, a Fundação Cultural de Jacarehy o elegeu como patrono desde 1993.

João da Costa Gomes Leitão
O alferes João da Costa Gomes Leitão nasceu em Braga, Portugal, em 1805. Faleceu na década de 70 do século XIX em Jacareí. No Brasil, instalou-se em Jacareí, destacando-se como negociante, cafeicultor e escravocrata. Formou uma grande fortuna, possuindo várias propriedades rurais, emprestando dinheiro a fazendeiros mediante a hipoteca de terras e escravos e sendo um dos acionistas na construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio. Como testemunho de sua riqueza e poder, construiu uma residência em grande estilo, finalizada em 1857, na qual recebeu várias personagens que freqüentavam a corte imperial. O Solar Gomes Leitão, localizado na Rua XV de Novembro, foi tombado como patrimônio estadual e abriga, desde 1981, o Museu de Antropologia do Vale do Paraíba.

Henrique de Macedo
Henrique de Macedo nasceu em Jacareí em 29 de dezembro de 1880 e faleceu em São Paulo a 21 de setembro de 1944. Intelectual de projeção nos meios literários de São Paulo e do Brasil, atuou como prosador, poeta, jornalista e tradutor de poesias. Também escreveu letras de hinos e músicas, e trabalhos esparsos sobre espiritualismo e esoterismo. Foi membro da Academia de Ciências e Letras, autor dos livros “Pátria brasileira” (prosa), “Paisagens que Passam” (crônicas), “Prosa Nobre” (conferências teosóficas e maçônicas) e “Nova Primavera” (versos).

Coronel Carlos Porto
Carlos Frederico Moreira Porto nasceu em Jacareí em 28 de setembro de 1856. Participou ativamente da política local e regional, chegando a ser eleito deputado estadual em 1897. Foi nomeado tenente da Guarda Nacional em 1881. Em 1893, obteve o título de coronel comandante superior da Guarda Nacional da Comarca de Jacareí pelo Marechal Floriano Peixoto. Dedicou atenção especial à área da Educação, destacando-se na implantação e consolidação do Primeiro Grupo Escolar de Jacareí, que o homenageou dando o seu nome à escola. O 1º Grupo Escolar iniciou suas atividades em 1896 no antigo Solar Gomes Leitão, antes da instalação do Museu de Antropologia do Vale do Paraíba. Em 1980 foi transferido para edifício localizado atrás do Solar.

Lamartine Delamare Nogueira da Gama
Professor Lamartine Delamare Nogueira da Gama nasceu em Barbacena, Minas Gerais, no dia 02 de junho de 1862. Formado em Direito, dedicou-se a vida inteira ao magistério. Fundou o “Colégio Delamare” em São Paulo, conquistando respeitável reputação nos meios educacionais. Transferiu a escola para Jacareí, sendo inaugurada em 23 de julho de 1893, com o nome de Colégio “Nogueira da Gama”. Durante mais de vinte anos esse colégio destacou-se como modelo de ensino no país. Em 1899, foi o primeiro colégio no estado de São Paulo a ser equiparado ao Ginásio Nacional (Colégio D. Pedro II no Rio de Janeiro). O então Ginásio “Nogueira da Gama” foi o responsável pela denominação de “Athenas Paulista” ao município de Jacareí, atribuída pelo Deputado Manoel Jacinto Domingos de Castro como reconhecimento pela qualidade educacional existente na cidade. Em 1920, esse Ginásio foi transferido para Guaratinguetá.

Bartolomeu Fernandes Faria
Líder da chamada Revolta do Sal, ocorrida no século XVIII.
“Por volta de 1710, tinham-se informações que depósitos da cidade de Santos estavam abarrotados de sal de Cabo Frio. Sabedor disto, o fazendeiro jacareiense Bartholomeu Fernandes de Faria arregimentou tropa de mais de duzentos homens, levando agregados, índios carijó e escravos e partiu em direção a Santos, onde mandou convocar o Provedor da Fazenda Real, Timóteo Correia de Góis que, assustado, consentiu no carregamento da quantidade de sal requerida pelo fazendeiro e toda tropa de burros e todos os homens levaram sal. Apesar da coersão não se constituiu roubo, pois Fernandes de Faria pagou o preço de mil e duzentos réis por alqueire e o tributo correspondente. Mesmo tendo pago, temendo a infantaria de Santos, destruiu a ponte de São Jorge na Vila de São Vicente. Porém, não escapou ileso. Processado em 28 de abril de 1711, teve decretada a sua prisão. Diversas diligências foram a Jacareí tentar prendê-lo, mas sempre recebidas à bala. Foragido para Conceição de Itanhanhém, traído, pobre e doente, foi preso pelo sargento Sebastião Rodrigues, colocado a ferros e mandado às galés da Bahia onde morreu, bexiguento, em 1720. Seu feito ofendeu tanto a Coroa que, em sua caça, havia um reforço de soldados comandados pelo Capitão José Lino Fragoso.”

(extraído de Nossa Senhora da Conceição de Jacarehy, 1990).