Praça do Rosário é palco de shows do RuadoFlow no domingo

Praça do Rosário recebe o RuadoFlow, projeto de artes urbanas. Foto: Valter Pereira/PMJ
Praça do Rosário recebe o RuadoFlow, projeto de artes urbanas. Foto: Valter Pereira/PMJ

A praça do Rosário promete ser movimentada na tarde deste domingo (15). O local, um dos pontos mais conhecidos da cidade, recebe a partir das 15h, o RuadoFlow, projeto de artes urbanas, que reúne os artistas Nego Max (que estará lançando o álbum Testemunha Criação), Iuri Lucas, Elton souza, Renata Ribeiro e Bruno Cons. E além dos shows, a programação gratuita inclui varal de poesias, sarau e intervenções artísticas de grafite.

Segundo o músico Axel Alberigi, criador do RuadoFlow, a escolha da Praça do Rosário para a realização do evento é por conta da sua relação com a história do hip hop na cidade. “É um local histórico para o hip hop do Vale do Paraíba. Ali aconteceram as primeiras movimentações do break na cidade”, destaca.

“Vai ser um evento de manifestações artísticas para celebrar a vida nesse local que traz muito significado para a arte urbana da cidade. Em nosso primeiro encontro no começo do ano, fomos abençoados por um arco-íris no meio da praça. Foi lindo!”, completa.

Seja no sentido exato da palavra ou no figurado, criado em 2007, o RuadoFlow tem como proposta o movimento em favor a arte e da cultura urbana, conforme explica o músico Axel: “O RuadoFlow começou com as batalhas de Freestyle (dança da cultura hip hop marcada pelo improviso) e se transformou em encontros e celebrações que evolvem as artes urbanas”.

A praça – A vocação para palco de manifestações culturais da praça não é de hoje. No passado, danças populares como jongo e moçambique eram atrações constantes no local em razão da história igreja erguida ali.

O nome oficial é praça Barão do Rio Branco, mas na cidade é popularmente chamada de Praça do Rosário, provavelmente por abrigar a antiga Capela Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Pretos, construída em taipa entre final do século 18 e início do século 19 por escravos, em estilo colonial português. Em 1907, igreja foi demolida para dar lugar ao um novo templo, com traços da arquitetura barroca. Embora tenha sofrido modificações em sua estrutura por conta de reformas no decorrer do tempo, ainda preserva características da arquitetura original.

No local também se encontra o prédio Juca de Azevedo Pioneiro, o primeiro edifício construído na cidade entre os anos 1970 e 1974.

(Rosana Antunes/PMJ)

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