160 ANOS DO SOLAR GOMES LEITÃO

Este ano, o prédio que abriga o Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, completa 160 anos de construção. Em comemoração, a Fundação Cultural de Jacarehy – “José Maria de Abreu” preparou uma exposição para contar a história dele desde a época do Império.

Inicialmente, o Solar foi construído para ser a “casa de festas” de Gomes Leitão, um alferes português que mudou-se para o Brasil e se tornou negociante, escravocrata, cafeicultor e montou uma casa bancária. Adquiriu grande influência através de suas propriedades e da prática de banqueiro que exercia emprestando dinheiro mediante hipoteca de terras, escravos e animais.

Com o falecimento do pai em 1879, Josephina Eugenia Leitão Guimarães vendeu o Solar por 30 mil contos de réis para a Fazenda do Estado do São Paulo, onde veio a se tornar a primeira escola estadual de Jacareí e uma das primeiras do Vale do Paraíba, o “Grupão”, hoje conhecida como Escola Estadual Coronel Carlos Porto. Na época, era a única escola a aceitar meninos e meninas, ainda que em espaço segregado, tendo duas diretorias.

No final da década de 1970, um grupo de historiadores do município lutou pela preservação do prédio e a construção do Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, que passou para o município em 1980. O Museu, hoje, tem um grande acervo de quadros com valores históricos, pratarias e as “Paulistinhas”.

Ao todo, são 43 quadros e 8 deles necessitaram de uma restauração para que não perdessem as características iniciais. As Paulistinhas são santos feitos de barro branco, material encontrado apenas na região do Vale do Paraíba, por isso recebe este nome.

Todos esses materiais e histórias estarão expostos do dias 24 a 26 de novembro, das 10h às 17h, no Museu de Antropologia do Vale do Paraíba. As escolas que tiverem interesse em agendar visitas monitoradas só encaminhar um email para gerentemav@fundacaocultural.com.br

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