Reconhecido como Mestre Cultura Viva do Município em 2021, Reinaldo Santos de Jesus é uma importante referência da capoeira em Jacareí, com trajetória marcada pela formação, inclusão social e valorização da cultura afro-brasileira. Sua atuação começou a se consolidar ainda na década de 1980, quando concluiu sua formação como professor em 1983 e, posteriormente, recebeu o título de mestre em 1988 pela Federação Paulista e pela Confederação Brasileira de Capoeira.
A partir desse reconhecimento, passou a atuar de forma mais ampla na difusão da capoeira, levando a prática para diferentes espaços sociais e educacionais. Implantou aulas em escolas de educação infantil, escolas estaduais e também em instituições de ensino superior, ampliando o acesso à capoeira como ferramenta educativa, cultural e formativa.
Sua atuação se estendeu ainda a quadras esportivas, academias, clubes e condomínios residenciais, contribuindo para a presença da capoeira em diversos ambientes da vida cotidiana. Paralelamente, participou de projetos sociais voluntários, além de atuar com a Fundação Cultural de Jacareí em ações voltadas à valorização da cultura popular.
No campo esportivo, foi técnico nos Jogos Regionais, colaborando para a conquista das primeiras premiações da capoeira para o município de Jacareí. Também desenvolveu um trabalho pioneiro voltado à inclusão, ministrando aulas para pessoas com deficiência auditiva, visual e casos de cuidados especiais.
Entre suas contribuições mais importantes está a criação do primeiro projeto de Capoeira Adaptada para a Terceira Idade em Jacareí, além da realização do primeiro “Capoeira no Parque”, iniciativa que levou a prática para espaços públicos e ampliou o acesso da população.
Participou de encontros e eventos de capoeira em todo o Brasil e realizou pesquisas na Bahia com o objetivo de resgatar a história da capoeira em Jacareí. Também foi autor de projetos voltados à Polícia Militar e participou do lançamento do primeiro CD de capoeira do município.
Além da prática corporal, dedicou-se ao ensino da musicalidade, à confecção de instrumentos e à transmissão das tradições da capoeira, incluindo o Maculelê e a Puxada de Rede de Xaréu. Desenvolveu ainda o Sistema de Graduações Capoeira Inclusiva Internacional, registrado e patenteado, e idealizou o registro do Ipê Branco como símbolo internacional dos capoeiristas com deficiência.
Sua trajetória reúne educação, inclusão e preservação cultural, consolidando-o como uma das principais lideranças da capoeira no município e no cenário cultural brasileiro.