Biografia dos Mestres da Cultura Viva

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Conhecido no universo do samba como “Doido”, Edson Luiz da Cunha é reconhecido como Mestre da Cultura Viva Carnavalesca, título recebido em 2023 em reconhecimento à sua longa e significativa contribuição ao carnaval e à cultura popular. Natural de São Paulo, veio ainda adolescente para Jacareí, onde construiu sua trajetória pessoal e profissional.

Com mais de 43 anos dedicados ao carnaval, iniciou sua relação com o samba em 1980, quando passou a atuar como ritmista da tradicional Escola de Samba Santa Helena. A partir desse momento, consolidou uma trajetória contínua dentro do universo carnavalesco, expandindo sua atuação para diferentes funções e agremiações.

Sua formação prática é ampla, reunindo conhecimentos em artes plásticas, alegoria, figurino, serralheria, elétrica, marcenaria e solda, o que lhe permite atuar de forma integrada nos bastidores e na estrutura dos desfiles. Essa versatilidade fez dele uma referência na organização de barracões e na construção do espetáculo carnavalesco.

Ao longo de sua trajetória, colaborou com diversas escolas de samba, entre elas Bafo da Onça, Unidos do Álcool, Parque Santo Antônio, Flor da Avenida, Império do Samba, Campo Grande, Luz do Amanhã e Estrela Cadente, onde atualmente exerce a função de diretor de barracão. Sua atuação também se estende à Escola de Samba Tatuapé, em São Paulo, integrando a equipe de barracão e contribuindo com sua experiência para o desenvolvimento dos desfiles.

No cenário de Jacareí, é reconhecido como um dos nomes fundamentais na organização e manutenção das estruturas carnavalescas, sendo um elo entre a técnica, a arte e a emoção que compõem o espetáculo do carnaval.

Sua trajetória é marcada pela dedicação contínua ao samba e pela valorização da cultura popular, atuando como um verdadeiro guardião da memória carnavalesca, contribuindo para a preservação e fortalecimento dessa tradição no Brasil.