Biografia dos Mestres da Cultura Viva

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Nascido em 4 de outubro de 1972, em Mossoró (RN), José Wilson Borges de Lima é reconhecido como Mestre Cultura Viva em 2024, com uma trajetória dedicada à capoeira como ferramenta de inclusão social, preservação cultural e formação comunitária.

Iniciou sua prática na capoeira em 1987, no Rio de Janeiro, quando entrou em contato com um grupo no bairro Sulacap, sob orientação do Mestre Derli Aliança Ariri. Nesse período, foi influenciado pela musicalidade, pela disciplina e pela expressividade corporal da capoeira, elementos que marcaram o início de sua trajetória.

Em 1994, mudou-se para Jacareí, onde passou a integrar o grupo Raízes, do Mestre Coquinho (Adriano Luiz Coutinho). Ao longo dos anos seguintes, consolidou sua formação, recebendo graduação como instrutor em 1997 e sendo reconhecido como professor em 1998, quando passou a atuar diretamente na formação de novos praticantes.

Em 2002, fundou o Centro Cultural de Capoeira Aroeira Brasil, oficializado em 2004, estrutura que se tornou base para suas atividades educativas e culturais. Em 2006, formou-se em Educação Física pela Universidade Univap, ampliando sua atuação pedagógica e esportiva.

Sua trajetória também inclui participação ativa na organização da capoeira no município, tendo reativado a Liga de Capoeira em 2011, da qual foi eleito presidente. Em 2017, foi condecorado como Mestre da Capoeira pelo Conselho de Mestres de Jacareí e recebeu diploma de Profissional de Educação Física pela Câmara Municipal.

Atualmente, em 2024, atua como Mestre da Cultura Viva e mantém atividades no Ponto de Cultura localizado no Mercado Municipal, conhecido como “Domingueira do Mercadão”, espaço voltado à difusão da capoeira e da cultura popular.

Sua atuação é marcada pela realização de oficinas, workshops e atividades formativas, geralmente realizadas anualmente em abril, em academias e espaços públicos, com foco na preservação dos fundamentos tradicionais da capoeira e na formação de novos praticantes.

Ao longo de sua carreira, também participou como atleta em Jogos Regionais, colaborou na produção de CDs de diversos mestres da cidade e promoveu mais de 80 eventos como presidente da Liga de Capoeira.

Sua trajetória reforça a capoeira como instrumento de educação, identidade cultural e transformação social, especialmente em contextos periféricos e comunitários.